"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível." São Francisco de Assis

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Nota da Conferência da Família Franciscana do Brasil - CFFB


 
Conferência da Família Franciscana do Brasil - CFFB
 
 
 
Nota da Conferência da Família Franciscana do Brasil - CFFB
 

“Quando se propõe uma visão da natureza unicamente
como objeto de lucro e interesse,
isso comporta graves consequências
também para a sociedade.”
Papa Francisco , Laudato Si’ (82)
 
 
A Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) se solidariza com as famílias atingidas pela tragédia provocada pela empresa Vale/BHP Billiton (Samarco), com o rompimento de suas barragens Fundão e Santarém.

Somos uma só família humana, uma fraternidade universal. Oferecemos nossas preces pelos que perderam sua vida, pelos desaparecidos e pelos desabrigados. A fé e a esperança cristã confortem a todos na reconstrução de suas vidas, de seus bens e na luta pela dignidade e direitos.

Temos acompanhado em várias regiões do Brasil os impactos e violações de direitos humanos, cometidos pelas mineradoras na busca insaciável de lucro. Nossa consciência é de que não estamos diante de um acidente, mas de um crime contra a vida humana e a natureza. Os impactos são imensuráveis, e se estendem por dois estados brasileiros.

Àqueles que têm a responsabilidade política de governo lembramos, neste momento, as palavras do Papa Francisco na Encíclica Laudato Si’: «a política não deve submeter-se à economia» e esta não deve submeter-se à tecnocracia.

O Papa Francisco insiste no desenvolvimento de processos de tomada de decisões justas e transparentes, a fim de "discernir" quais políticas e iniciativas de negócios levam "a um desenvolvimento integral real" (185). O Papa afirma ainda que a previsão do impacto ambiental dos empreendimentos e projetos requer processos políticos transparentes e sujeitos a diálogo, enquanto a corrupção, que esconde o verdadeiro impacto ambiental dum projeto em troca de favores, frequentemente leva a acordos ambíguos que fogem ao dever de informar e a um debate profundo”. (182)

Solicitamos que o ministério público, o governo e os órgãos competentes sejam ágeis e transparentes na apuração dos fatos e na realização da justiça socioambiental.


 
 
Brasília, 11 de novembro de 2015
 
Conselho Diretor da CFFB

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