"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível." São Francisco de Assis

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014


CRONOGRAMA – 2015

FFB RS - FAMILIA FRANCISCANA DO BRASIL

 

1.      AEFRAN (Curso de Acompanhamento Espiritual Franciscano)- 01/02 a 13/03, no Seminário de Viamão. (parceria FFB/RS – ESTEF)

2.      Curso de Especialização em Franciscanismo (parceria FFB/RS – ESTEF): 12/01 a 01/02, na ESTEF – 4ª Etapa

OBS. – Está prevista uma nova 1ª Etapa para Julho/2015


3.    Retiros Mensais: 29/03 - 31/05 - 16/08 - 27/09 e 29/11, no Convento São Lourenço de Brindisi, todos eles das 8h30min às 12h.

4.    Retiro Anual: 03 a 10/5, no Monte Alverne (São Leopoldo). Assessor: Frei Estevão Ottenbreit. Tema: “O que dizem os Testamentos de Francisco para nós, hoje?”

5.    Encontro de Educadores Franciscanos: 20/06 - Escola Rainha do Brasil. Assessor: Rodrigo Dutra.

6.      JUNIFRAN: 07 a 09 de agosto, na Casa Mãe CIFA (Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora Aparecida). Assessor: Frei Rubens Motta - Tema: Como revelar o rosto da Vida Consagrada Franciscana no mundo (Valores e Impactos; Jovens Consagrad@s; tendo em vista o ano da Paz, da Vida Consagrada).

7. NOVIFRAN: 31/07 a 03/08 - Assessora Ir. Leila Lucini(cifa). Local: Monte Alverne (São Leopoldo).

8.  Abertura da Novena de Santa Clara: 02/08 - Mosteiro São Damião.

9. Datas do SAV: a) Promoção Vocacional - 22 a 27 de setembro - Paróquia Imaculada Conceição, em Canoas

b) Encontro de formação , avaliação e planejamento - 13 a 15 de novembro de 2015 - Vila São Bernardino, Viamão

10. Oração Franciscana Pela Paz: num dos dias da Novena de São Francisco. Local: Paróquia São Francisco.

11. Assembleia da FFB/RS - 14/09. Local: Convento São Lourenço de Brindisi, das 9h às 16h.

12. Encontro Sementes do Amanhã: 02/10 - Escola Rainha do Brasil.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Retiro mensal da Família Franciscana do RS

Estimad@s Irmãs, Irmãos, amig@s e simpatizantes
do Carisma e da Família Franciscana

PAZ E BEM!

A Equipe de Coordenação da FFB-RS vem convidar
você, suas Irmãs e seus Irmãos e amig@as para o


  O RETIRO MENSAL DA FAMÍLIA FRANCISCANA DO RS

a realizar-se no domingo, 30 de Novembro de 2014.


ASSESSORIA: Irmã Maria Rosa

TEMA: Natal em Gréccio



Início: 08:30min – Término: 11:00 COM A SANTA MISSA

Local: Centro de Espiritualidade Franciscana
Convento São Lourenço de Brindisi
Rua Paulino Chaves, 291
Bairro Santo Antônio – Porto Alegre – RS
Fone: 51-3223.2800

Obs.: Todos os Retiros encerram com a Santa Missa às 11 horas.
Não há necessidade de inscrição anterior.
Haverá almoço no local para quem desejar – informação nas secretaria do convento


Sejam tod@s bem-vind@s!!!
Convidamos a todos  para Celebrar e Confraternizar conosco deste dia 30 pela passagem do aniversario de 15 anos da CASA FONTE COLOMBO.
 


Discurso do Santo Padre Francisco aos participantes do Encontro Mundial de Movimentos Populares


Bom dia de novo. Eu estou contente por estar no meio de vocês. Aliás, vou lhes fazer uma confidência: é a primeira vez que eu desço aqui [na Aula Velha do Sínodo], nunca tinha vindo.

Como lhes dizia, tenho muita alegria e lhes dou calorosas boas-vindas. Obrigado por terem aceitado este convite para debater tantos graves problemas sociais que afligem o mundo hoje, vocês, que sofrem em carne própria a desigualdade e a exclusão. Obrigado ao cardeal Turkson pela sua acolhida. Obrigado, Eminência, pelo seu trabalho e pelas suas palavras.

Este encontro de Movimentos Populares é um sinal, é um grande sinal: vocês vieram colocar na presença de Deus, da Igreja, dos povos, uma realidade muitas vezes silenciada. Os pobres não só padecem a injustiça, mas também lutam contra ela!

Não se contentam com promessas ilusórias, desculpas ou pretextos. Também não estão esperando de braços cruzados a ajuda de ONGs, planos assistenciais ou soluções que nunca chegam ou, se chegam, chegam de maneira que vão em uma direção ou de anestesiar ou de domesticar. Isso é meio perigoso. Vocês sentem que os pobres já não esperam e querem ser protagonistas, se organizam, estudam, trabalham, reivindicam e, sobretudo, praticam essa solidariedade tão especial que existe entre os que sofrem, entre os pobres, e que a nossa civilização parece ter esquecido ou, ao menos, tem muita vontade de esquecer.

Solidariedade é uma palavra que nem sempre cai bem. Eu diria que, algumas vezes, a transformamos em um palavrão, não se pode dizer; mas é uma palavra muito mais do que alguns atos de generosidade esporádicos. É pensar e agir em termos de comunidade, de prioridade de vida de todos sobre a apropriação dos bens por parte de alguns. Também é lutar contra as causas estruturais da pobreza, a desigualdade, a falta de trabalho, de terra e de moradia, a negação dos direitos sociais e trabalhistas. É enfrentar os destrutivos efeitos do Império do dinheiro: os deslocamentos forçados, as migrações dolorosas, o tráfico de pessoas, a droga, a guerra, a violência e todas essas realidades que muitos de vocês sofrem e que todos somos chamados a transformar. A solidariedade, entendida em seu sentido mais profundo, é um modo de fazer história, e é isso que os movimentos populares fazem.

Este encontro nosso não responde a uma ideologia. Vocês não trabalham com ideias, trabalham com realidades como as que eu mencionei e muitas outras que me contaram... têm os pés no barro, e as mãos, na carne. Têm cheiro de bairro, de povo, de luta! Queremos que se ouça a sua voz, que, em geral, se escuta pouco. Talvez porque incomoda, talvez porque o seu grito incomoda, talvez porque se tem medo da mudança que vocês reivindicam, mas, sem a sua presença, sem ir realmente às periferias, as boas propostas e projetos que frequentemente ouvimos nas conferências internacionais ficam no reino da ideia, é meu projeto.

Não é possível abordar o escândalo da pobreza promovendo estratégias de contenção que unicamente tranquilizem e convertam os pobres em seres domesticados e inofensivos. Como é triste ver quando, por trás de supostas obras altruístas, se reduz o outro à passividade, se nega ele ou, pior, se escondem negócios e ambições pessoais: Jesus lhes chamaria de hipócritas. Como é lindo, ao contrário, quando vemos em movimento os Povos, sobretudo os seus membros mais pobres e os jovens. Então, sim, se sente o vento da promessa que aviva a esperança de um mundo melhor. Que esse vento se transforme em vendaval de esperança. Esse é o meu desejo.

Este encontro nosso responde a um anseio muito concreto, algo que qualquer pai, qualquer mãe quer para os seus filhos; um anseio que deveria estar ao alcance de todos, mas que hoje vemos com tristeza cada vez mais longe da maioria: terra, teto e trabalho. É estranho, mas, se eu falo disso para alguns, significa que o papa é comunista.

Não se entende que o amor pelos pobres está no centro do Evangelho. Terra, teto e trabalho – isso pelo qual vocês lutam – são direitos sagrados. Reivindicar isso não é nada raro, é a doutrina social da Igreja. Vou me deter um pouco sobre cada um deles, porque vocês os escolheram como tema para este encontro.

Terra. No início da criação, Deus criou o homem, guardião da sua obra, encarregando-o de cultivá-la e protegê-la. Vejo que aqui há dezenas de camponeses e camponesas, e quero felicitá-los por cuidar da terra, por cultivá-la e por fazer isso em comunidade. Preocupa-me a erradicação de tantos irmãos camponeses que sobrem o desenraizamento, e não por guerras ou desastres naturais. A apropriação de terras, o desmatamento, a apropriação da água, os agrotóxicos inadequados são alguns dos males que arrancam o homem da sua terra natal. Essa dolorosa separação, que não é só física, mas também existencial e espiritual, porque há uma relação com a terra que está pondo a comunidade rural e seu modo de vida peculiar em notória decadência e até em risco de extinção.

A outra dimensão do processo já global é a fome. Quando a especulação financeira condiciona o preço dos alimentos, tratando-os como qualquer mercadoria, milhões de pessoas sofrem e morrem de fome. Por outro lado, descartam-se toneladas de alimentos. Isso é um verdadeiro escândalo. A fome é criminosa, a alimentação é um direito inalienável. Eu sei que alguns de vocês reivindicam uma reforma agrária para solucionar alguns desses problemas, e deixem-me dizer-lhes que, em certos países, e aqui cito o Compêndio da Doutrina Social da Igreja, "a reforma agrária é, além de uma necessidade política, uma obrigação moral" (CDSI, 300).

Não sou só eu que digo isso. Está no Compêndio da Doutrina Social da Igreja. Por favor, continuem com a luta pela dignidade da família rural, pela água, pela vida e para que todos possam se beneficiar dos frutos da terra.

Em segundo lugar, teto. Eu disse e repito: uma casa para cada família. Nunca se deve esquecer de que Jesus nasceu em um estábulo porque na hospedagem não havia lugar, que a sua família teve que abandonar o seu lar e fugir para o Egito, perseguida por Herodes. Hoje há tantas famílias sem moradia, ou porque nunca a tiveram, ou porque a perderam por diferentes motivos. Família e moradia andam de mãos dadas. Mas, além disso, um teto, para que seja um lar, tem uma dimensão comunitária: e é o bairro... e é precisamente no bairro onde se começa a construir essa grande família da humanidade, a partir do mais imediato, a partir da convivência com os vizinhos.

Hoje, vivemos em imensas cidades que se mostram modernas, orgulhosas e até vaidosas. Cidades que oferecem inúmeros prazeres e bem-estar para uma minoria feliz... mas se nega o teto a milhares de vizinhos e irmãos nossos, inclusive crianças, e eles são chamados, elegantemente, de "pessoas em situação de rua". É curioso como no mundo das injustiças abundam os eufemismos. Não se dizem as palavras com a contundência, e busca-se a realidade no eufemismo. Uma pessoa, uma pessoa segregada, uma pessoa apartada, uma pessoa que está sofrendo a miséria, a fome, é uma pessoa em situação de rua: palavra elegante, não? Vocês, busquem sempre, talvez me equivoque em algum, mas, em geral, por trás de um eufemismo há um crime.

Vivemos em cidades que constroem torres, centros comerciais, fazem negócios imobiliários... mas abandonam uma parte de si nas margens, nas periferias. Como dói escutar que os assentamentos pobres são marginalizados ou, pior, quer-se erradicá-los! São cruéis as imagens dos despejos forçados, dos tratores derrubando casinhas, imagens tão parecidas às da guerra. E isso se vê hoje.

Vocês sabem que, nos bairros populares, onde muitos de vocês vivem, subsistem valores já esquecidos nos centros enriquecidos. Os assentamentos estão abençoados com uma rica cultura popular: ali, o espaço público não é um mero lugar de trânsito, mas uma extensão do próprio lar, um lugar para gerar vínculos com os vizinhos. Como são belas as cidades que superam a desconfiança doentia e integram os diferentes e que fazem dessa integração um novo fator de desenvolvimento. Como são lindas as cidades que, ainda no seu desenho arquitetônico, estão cheias de espaços que conectam, relacionam, favorecem o reconhecimento do outro.

Por isso, nem erradicação, nem marginalização: é preciso seguir na linha da integração urbana. Essa palavra deve substituir completamente a palavra erradicação, desde já, mas também esses projetos que pretendem envernizar os bairros populares, ajeitar as periferias e maquiar as feridas sociais, em vez de curá-las, promovendo uma integração autêntica e respeitosa. É uma espécie de direito arquitetura de maquiagem, não? E vai por esse lado. Sigamos trabalhando para que todas as famílias tenham uma moradia e para que todos os bairros tenham uma infraestrutura adequada (esgoto, luz, gás, asfalto e continuo: escolas, hospitais ou salas de primeiros socorros, clube de esportes e todas as coisas que criam vínculos e que unem, acesso à saúde – já disse – e à educação e à segurança.

Terceiro, trabalho. Não existe pior pobreza material – urge-me enfatizar isto –, não existe pior pobreza material do que a que não permite ganhar o pão e priva da dignidade do trabalho. O desemprego juvenil, a informalidade e a falta de direitos trabalhistas não são inevitáveis, são o resultado de uma prévia opção social, de um sistema econômico que coloca os lucros acima do homem, se o lucro é econômico, sobre a humanidade ou sobre o homem, são efeitos de uma cultura do descarte que considera o ser humano em si mesmo como um bem de consumo, que pode ser usado e depois jogado fora.

Hoje, ao fenômeno da exploração e da opressão, soma-se uma nova dimensão, um matiz gráfico e duro da injustiça social; os que não podem ser integrados, os excluídos são resíduos, "sobrantes". Essa é a cultura do descarte, e sobre isso gostaria de ampliar algo que não tenho por escrito, mas que lembrei agora. Isso acontece quando, no centro de um sistema econômico, está o deus dinheiro e não o homem, a pessoa humana. Sim, no centro de todo sistema social ou econômico, tem que estar a pessoa, imagem de Deus, criada para que fosse o denominador do universo. Quando a pessoa é deslocada e vem o deus dinheiro, acontecesse essa inversão de valores.

E, para explicitar, lembro um ensinamento de cerca do ano 1200. Um rabino judeu explicava aos seus fiéis a história da torre de Babel e, então, contava como, para construir essa torre de Babel, era preciso fazer muito esforço, era preciso fazer os tijolos; para fazer os tijolos, era preciso fazer o barro e trazer a palha, e amassar o barro com a palha; depois, cortá-lo em quadrados; depois, secá-lo; depois, cozinhá-lo; e, quando já estavam cozidos e frios, subi-los, para ir construindo a torre.

Se um tijolo caía – o tijolo era muito caro –, com todo esse trabalho, se um tijolo caía, era quase uma tragédia nacional. Aquele que o deixara cair era castigado ou suspenso, ou não sei o que lhe faziam. E se um operário caía não acontecia nada. Isso é quando a pessoa está a serviço do deus dinheiro, e isso era contado por um rabino judeu no ano 1200, explicando essas coisas horríveis.

E, a respeito do descarte, também temos que estar um pouco atentos ao que acontece na nossa sociedade. Estou repetindo coisas que disse e que estão na Evangelii gaudium. Hoje em dia, descartam-se as crianças porque a taxa de natalidade em muitos países da terra diminuiu, ou se descartam as crianças porque não se ter alimentação, ou porque são mortas antes de nascerem, descarte de crianças.

Descartam-se os idosos, porque, bom, não servem, não produzem. Nem crianças nem idosos produzem. Então, sistemas mais ou menos sofisticados vão os abandonando lentamente. E agora como é necessário, nesta crise, recuperar um certo equilíbrio. Estamos assistindo a um terceiro descarte muito doloroso, o descarte dos jovens. Milhões de jovens. Eu não quero dizer o dado, porque não o sei exatamente, e a que eu li parece um pouco exagerado, mas milhões de jovens descartados do trabalho, desempregados.

Nos países da Europa – e estas são estatísticas muito claras –, aqui na Itália, passou um pouquinho dos 40% de jovens desempregados. Sabem o que significa 40% de jovens? Toda uma geração, anular toda uma geração para manter o equilíbrio. Em outro país da Europa, está passando os 50% e, nesse mesmo país dos 50%, no sul são 60%. São dados claros, ou seja, do descarte. Descarte de crianças, descarte de idosos, que não produzem, e temos que sacrificar uma geração de jovens, descarte de jovens, para poder manter e reequilibrar um sistema em cujo centro está o deus dinheiro, e não a pessoa humana.

Apesar disso, a essa cultura de descarte, a essa cultura dos sobrantes, muitos de vocês, trabalhadores excluídos, sobrantes para esse sistema, foram inventando o seu próprio trabalho com tudo aquilo que parecia não poder dar mais de si mesmo... mas vocês, com a sua artesanalidade que Deus lhes deu, com a sua busca, com a sua solidariedade, com o seu trabalho comunitário, com a sua economia popular, conseguiram e estão conseguindo... E, deixem-me dizer isto, isso, além de trabalho, é poesia. Obrigado.

Desde já, todo trabalhador, esteja ou não no sistema formal do trabalho assalariado, tem direito a uma remuneração digna, à segurança social e a uma cobertura de aposentadoria. Aqui há papeleiros, recicladores, vendedores ambulantes, costureiros, artesãos, pescadores, camponeses, construtores, mineiros, operários de empresas recuperadas, todos os tipos de cooperativados e trabalhadores de ofícios populares que estão excluídos dos direitos trabalhistas, aos quais é negada a possibilidade de se sindicalizar, que não têm uma renda adequada e estável. Hoje, quero unir a minha voz à sua e acompanhá-los na sua luta.

Neste encontro, também falaram da Paz e da Ecologia. É lógico: não pode haver terra, não pode haver teto, não pode haver trabalho se não temos paz e se destruímos o planeta. São temas tão importantes que os Povos e suas organizações de base não podem deixar de debater. Não podem deixar só nas mãos dos dirigentes políticos. Todos os povos da terra, todos os homens e mulheres de boa vontade têm que levantar a voz em defesa desses dois dons preciosos: a paz e a natureza. A irmã mãe Terra, como chamava São Francisco de Assis.

Há pouco tempo, eu disse, e repito, que estamos vivendo a terceira guerra mundial, mas em cotas. Há sistemas econômicos que, para sobreviver, devem fazer a guerra. Então, fabricam e vendem armas e, com isso, os balanços das economia que sacrificam o homem aos pés do ídolo do dinheiro, obviamente, ficam saneados. E não se pensa nas crianças famintas nos campos de refugiados, não se pensa nos deslocamentos forçados, não se pensa nas moradias destruídas, não se pensa, desde já, em tantas vidas ceifadas. Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor. Hoje, queridos irmãos e irmãs, se levanta em todas as partes da terra, em todos os povos, em cada coração e nos movimentos populares, o grito da paz: nunca mais a guerra!

Um sistema econômico centrado no deus dinheiro também precisa saquear a natureza, saquear a natureza, para sustentar o ritmo frenético de consumo que lhe é inerente. As mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, o desmatamento já estão mostrando seus efeitos devastadores nos grandes cataclismos que vemos, e os que mais sofrem são vocês, os humildes, os que vivem perto das costas em moradias precárias, ou que são tão vulneráveis economicamente que, diante de um desastre natural, perdem tudo.

Irmãos e irmãs, a criação não é uma propriedade da qual podemos dispor ao nosso gosto; muito menos é uma propriedade só de alguns, de poucos: a criação é um dom, é um presente, um dom maravilhoso que Deus nos deu para que cuidemos dele e o utilizemos em benefício de todos, sempre com respeito e gratidão. Talvez vocês saibam que eu estou preparando uma encíclica sobre Ecologia: tenham a certeza de que as suas preocupações estarão presentes nela. Agradeço-lhes, aproveito para lhes agradecer, pela carta que os integrantes da Via Campesina, da Federação dos Papeleiros e tantos outros irmãos me fizeram chegar sobre o assunto.

Falamos da terra, de trabalho, de teto... falamos de trabalhar pela paz e cuidar da natureza... Mas por que, em vez disso, nos acostumamos a ver como se destrói o trabalho digno, se despejam tantas famílias, se expulsam os camponeses, se faz a guerra e se abusa da natureza? Porque, nesse sistema, tirou-se o homem, a pessoa humana, do centro, e substituiu-se por outra coisa. Porque se presta um culto idólatra ao dinheiro. Porque se globalizou a indiferença! Se globalizou a indiferença. O que me importa o que acontece com os outros, desde que eu defenda o que é meu? Porque o mundo se esqueceu de Deus, que é Pai; tornou-se um órfão, porque deixou Deus de lado.

Alguns de vocês expressaram: esse sistema não se aguenta mais. Temos que mudá-lo, temos que voltar a levar a dignidade humana para o centro, e que, sobre esse pilar, se construam as estruturas sociais alternativas de que precisamos. É preciso fazer isso com coragem, mas também com inteligência. Com tenacidade, mas sem fanatismo. Com paixão, mas sem violência. E entre todos, enfrentando os conflitos sem ficar presos neles, buscando sempre resolver as tensões para alcançar um plano superior de unidade, de paz e de justiça.

Os cristãos têm algo muito lindo, um guia de ação, um programa, poderíamos dizer, revolucionário. Recomendo-lhes vivamente que o leiam, que leiam as Bem-aventuranças que estão no capítulo 5 de São Mateus e 6 de São Lucas (cfr. Mt 5, 3; e Lc 6, 20) e que leiam a passagem de Mateus 25. Eu disse isso aos jovens no Rio de Janeiro. Com essas duas coisas, vocês têm o programa de ação.

Sei que entre vocês há pessoas de distintas religiões, ofícios, ideias, culturas, países, continentes. Hoje, estão praticando aqui a cultura do encontro, tão diferente da xenofobia, da discriminação e da intolerância que vemos tantas vezes. Entre os excluídos, dá-se esse encontro de culturas em que o conjunto não anula a particularidade, o conjunto não anula a particularidade. Por isso eu gosto da imagem do poliedro, uma figura geométrica com muitas caras distintas. O poliedro reflete a confluência de todas as particularidades que, nele, conservam a originalidade. Nada se dissolve, nada se destrói, nada se domina, tudo se integra, tudo se integra. Hoje, vocês também estão buscando essa síntese entre o local e o global. Sei que trabalham dia após dia no próximo, no concreto, no seu território, seu bairro, seu lugar de trabalho: convido-os também a continuarem buscando essa perspectiva mais ampla, que nossos sonhos voem alto e abranjam tudo.

Assim, parece-me importante essa proposta que alguns me compartilharam de que esses movimentos, essas experiências de solidariedade que crescem a partir de baixo, a partir do subsolo do planeta, confluam, estejam mais coordenadas, vão se encontrando, como vocês fizeram nestes dias. Atenção, nunca é bom espartilhar o movimento em estruturas rígidas. Por isso, eu disse encontra-se. Também não é bom tentar absorvê-lo, dirigi-lo ou dominá-lo; movimentos livres têm a sua dinâmica própria, mas, sim, devemos tentar caminhar juntos. Estamos neste salão, que é o salão do Sínodo velho. Agora há um novo. E sínodo significa precisamente "caminhar juntos": que esse seja um símbolo do processo que vocês começaram e estão levando adiante.

Os movimentos populares expressam a necessidade urgente de revitalizar as nossas democracias, tantas vezes sequestradas por inúmeros fatores. É impossível imaginar um futuro para a sociedade sem a participação protagônica das grandes maiorias, e esse protagonismo excede os procedimentos lógicos da democracia formal. A perspectiva de um mundo da paz e da justiça duradouras nos exige superar o assistencialismo paternalista, nos exige criar novas formas de participação que inclua os movimentos populares e anime as estruturas de governo locais, nacionais e internacionais com essa torrente de energia moral que surge da incorporação dos excluídos na construção do destino comum. E isso com ânimo construtivo, sem ressentimento, com amor.

Eu os acompanho de coração nesse caminho. Digamos juntos com o coração: nenhuma família sem moradia, nenhum agricultor sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá.

Queridos irmãos e irmãs: sigam com a sua luta, fazem bem a todos nós. É como uma bênção de humanidade. Deixo-lhes de recordação, de presente e com a minha bênção, alguns rosários que foram fabricados por artesãos, papeleiros e trabalhadores da economia popular da América Latina.

E nesse acompanhamento eu rezo por vocês, rezo com vocês e quero pedir ao nosso Pai Deus que os acompanhe e os abençoe, que os encha com o seu amor e os acompanhe no caminho, dando-lhes abundantemente essa força que nos mantém de pé: essa força é a esperança, a esperança que não desilude. Obrigado.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

RETIRO ANUAL FFBrs 2015


Porto Alegre, 23 de outubro de 2014

Estimado(a)s Freis, Irmãos, Irmãs, Ministro(a)s Gerais e Provinciais e Irmãs e Irmãos da OFS.

PAZ e BEM!
 
«E depois que o Senhor me deu irmãos, ninguém me mostrou que devia fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho. E eu o fiz escrever com poucas palavras e de modo simples, e o Senhor Papa mo confirmou» (Test 14 e 15).
Com alegria convidamos a cada irmã e cada irmão para participar do Retiro Anual da FFB/RS, que se realizará de  03 a 09 de maio de 2015, no Convento Monte Alverne das Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã, em São Leopoldo-RS. O início será às 19h do dia 03, com a janta, e o término às 12h do dia 09 de maio de 2015, com o almoço. Nosso assessor será Frei Estevão Ottenbreit OFM da Província de São Paulo. Frei Estêvão foi Ministro Provincial e Conselheiro Geral da Ordem. Atualmente é Vice Ministro Provincial, Assessor de várias Congregações Franciscanas masculinas e femininas. Estamos felizes em poder contar com alguém com tanta experiência na Vida Franciscana.
O tema será  “O que dizem os Testamentos de Francisco e Clara para nós, hoje”?
Solicitamos que cada Irmão e Irmã nos ajude a divulgar este evento e que a ficha de inscrição seja devolvida até, no máximo, o dia 20 de abril de 2015.
- Via Correio:
 Ir. Rosemaria Jaschke
Rua Monroe, 133.
 Bairro Santa Teresa
90.810-220 – Porto Alegre - RS
- Por e-mail: rosejmaria@gmail.com
Tel.: 51-3232-4819 ou cel.51-9708.0599
Valor da Inscrição – R$ 110,00
 
Valor aproximado da Diária     
  -  R$ 80,00 (quarto simples)
  - R$ 92,00 (apartamento)
As vagas são limitadas. As inscrições serão encerradas assim que as vagas estiverem preenchidas, mesmo antes do prazo final.
Desde já, sintam-se fraternalmente acolhido(a)s,
 

     Ir. Rosemaria Jaschke

Coordenadora da FFB/RS

 
Rua Paulino Chaves, 291 - Bairro Santo Antônio. 90640-200  -  Porto Alegre – RS fone: (51) 97080599


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

SEMENTES DO AMANHA 2014

A formação de nossos estudantes é uma prioridade. A mística, a espiritualidade e a pedagogia franciscana devem embasar todo o nosso projeto pedagógico.  Toda nossa prática precisa estar conectada com o jeito de olhar o mundo de São Francisco de Assis.
 
Há nove anos o SEMENTES do AMANHÃ cumpre este papel intransferível. Eleger a adolescência como a etapa do sonho e de uma inquietude a ser alimentada, é assumir que ela  deve ser forjada na ação .
 
Com o tema “ Juventude Franciscana – cultura e cidadania na fraternidade”, 50 jovens se reuniram nas dependências do Colégio Maria Imaculada para refletir de uma forma lúdica, sensível e integrativa sobre o conteúdo deste dia. Alguns jovens voltaram pela segunda vez, tamanha a sinergia que  o encontro de 2013 havia causado.
 
Maria Imaculada, Rainha  do Brasil, Nossa Senhora do Brasil, Bom Conselho, Frei Pacífico e Centro Franciscano de Alvorada foram as instituições presentes no dia 3 de outubro. A plasticidade do encontro convidou para uma entrega completa. 
 
A integração inicial esquentou os corações dos jovens. As oficinas de música, libras, dança e fotografia aproximaram o conteúdo do dia, possibilitando a vivência. A partilha na parte da tarde do resultado das oficinas aproximou cada oficina de uma ideia convergente. São eles, os jovens franciscanos, os protagonistas desta história.
 
O dia terminou na capela com a oração do compromisso e a entrega do TAU para o Rainha do Brasil que nos receberá em 2015. O dia passou rápido e com um sentimento de que eles, os jovens ali presentes, tinham  o pique para muito mais tempo . Foi um dia de bênção e congraçamento. Até 2015.



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Retiro mensal da Família Franciscana do RS


 
 

Estimad@s Irmãs, Irmãos, amig@s e simpatizantes
do Carisma e da Família Franciscana

PAZ E BEM!

A Equipe de Coordenação da FFB-RS vem convidar
você, suas Irmãs e seus Irmãos e amig@as para o


  O RETIRO MENSAL DA FAMÍLIA FRANCISCANA DO RS

a realizar-se no domingo, 28 de SETEMBRO de 2014.


ASSESSORIA: Nair Reichart (PCC)

TEMA: encontros no Itinerário Franciscano



Início: 08:30min – Término: 11:00 COM A SANTA MISSA

Local: Centro de Espiritualidade Franciscana
Convento São Lourenço de Brindisi
Rua Paulino Chaves, 291
Bairro Santo Antônio – Porto Alegre – RS
Fone: 51-3223.2800

Obs.: Todos os Retiros encerram com a Santa Missa às 11 horas.
Não há necessidade de inscrição anterior.
Haverá almoço no local para quem desejar – informação nas secretaria do convento


Sejam tod@s bem-vind@s!!!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Assembléia Anual da Familia Franiscana

Aconteceu nesta segunda-feira, 15 de setembro, na Casa de Encontros São Lourenço de Brindesi em Porto Alegre a Assembléia anual da Família Franciscana do Rio Grande do Sul. Participaram deste assembleia representantes Gerais, Provinciais, Ministros(as) das Três Ordens Franciscanas e Coordenadores(as) dos Serviços da FFB-RS.
A assembléia iniciou com Irmãs Rosemaria acolhendo os participante, dando-nos as boas vindas de Paz e Bem.  A seguir irmão Lourdes conduziu a  Celebração Eucarística presidida pelo Frei Inácio Dellazari Provincial dos Frades Franciscanos Menores. Ao termino da celebração fez-se um pequeno  intervalo a assembleia continuou com a assessoria da Irmã Salete Verônica Dal Mago que refletiu o tema proposta: "Luzes e Desafios para a Vida Franciscana a partir da Exortação Apostólica Evangelho da Alegria".
Após a Reflexão da Irmã Salete, Irmã Rosália Sehmen Representante da Coordenação Nacional da FFB nos dirigiu a palavra com uma bela reflexão sobre São Francisco e o retorno ao evangelho e nos colocou a par da vida e missão da Família Franciscana a nível  nacional . 
A tarde realizou-se a apresentação dos relatórios dos Serviços: JUNIFRAN, NOVIFRAN, SAV,OFS,JUFRA, EQUIPE DE EDUCAÇÃO FRANCISCANA e as comunicações de atividades que aconteceram na ESTEF, na Paroquia São Francisco e no AEFRAN. Por fim, Irmã Lourdes Mantovani relatou o Encontro dos Coordenadores Regionais que aconteceu em Brasília e apresentou o relatório de atividades da Família Franciscana do Rio Grande do Sul que encerou com uma bela oração.
A Próxima assembléia será no dia 14 de setembro de 2015.



Diocese de São Gabriel da Cachoeira realiza Semana de Catequese

Caros irmãos e irmãs

Mais algumas notícias
para que você lembre de rezar
pela Igreja que deseja ser fiel a Jesus e aos pobres
no coração da Amazônia.


Diocese de São Gabriel da Cachoeira realiza Semana de Catequese
Indígena Inculturada
Por Jaime C. Patias
05 / Set / 2014 17:09
Encontrar a cidade de São Gabriel da Cachoeira no mapa do Amazonas é
fácil. Ela se situa no extremo noroeste, no limite com a Colômbia e a
Venezuela, às margens do Rio Negro. Chegar lá não é tão fácil assim:
são 850 km de Manaus, viajando de barco, uma semana, de lancha, 36
horas ou com o pequeno avião que parte de Manaus, duas vezes por
semana. “Aqui 95% da população é indígena pertencente a 23 etnias
diferentes e ainda hoje, são faladas 18 línguas. É um laboratório
linguístico de primeira grandeza”, explica dom Edson T. Damian, o
bispo de São Gabriel da Cachoeira desde 2009.
Dom Edson é natural de Fontana Freda no município gaúcho de Juaguari,
terra que já pertenceu ao povo Tupi Guarani, mas que na época das
grandes migrações foi ocupada pelos imigrantes italianos. O bispo é
descendente de uma dessas famílias e pela graça de Deus, foi chamado
para servir a diocese da Amazônia, considerada mais indígena do
Brasil. O respeito pelos povos indígenas foi demonstrado já no dia da
sua ordenação. “Eu chego devagar, pedindo licença para ser acolhido
como hóspede, porque eles são os primeiros habitantes e agente deve
respeitá-los na sua cultura, na sua religiosidade, no seu jeito de
ser”, anunciou dom Edson diante das mais de duas mil pessoas, a
maioria de origem indígena presentes na celebração. Ele é o quinto
bispo daquela diocese e substituiu dom José Song Sui Wan, bispo chinês
missionário no Brasil. Antes disso, dom Edson viveu em Boa Vista (RR),
onde acompanhou momentos marcantes das lutas dos indígenas daquele
estado pela demarcação e homologação da terra Raposa Serra do Sol.

Hoje em São Gabriel da Cachoeira a inculturação do Evangelho começa
pela catequese quando se dá a iniciação cristã. Para intensificar esse
processo, entre os dias 31 de agosto e 05 de setembro aconteceu em
Yauaretê, paróquia totalmente indígena na fronteira com a Colômbia,
uma Semana de Catequese Indígena Inculturada. O encontro contou com a
participação de 70 catequistas, ministros da palavra, ministros da
comunhão eucarística e a presença do enviado do papa Francisco, o
cardeal dom Cláudio Hummes, OFM, presidente da Comissão Episcopal para
a Amazônia da CNBB. Como critério, cada paróquia enviou até cinco
catequistas, escolhidos entre os que participaram nas formações
realizadas anteriormente. As reflexões contaram com a assessoria do
padre Eleázar López Hernadez, indígena do México.

A temática recebeu grande impulso já em 2013 com três eventos: um
Seminário em Manaus (AM), no mês de abril e um Encontro de Catequistas
em São Gabriel da Cachoeira no mês de maio, assessorado pelo mesmo
padre Eleázar López Hernadez. Além disso, em outubro, catequistas de
todas as paróquias analisaram os valores das culturas indígenas que
acolhem a Palavra de Deus e são por ela iluminados. Na ocasião, foram
elaborados vários roteiros para encontros de catequese. Ao longo de
2014 acontecem semanas de estudo em todas as paróquias, com boa
aceitação dos catequistas.

Segundo dom Edson, “como Deus não se impõe, mas propõe, a catequese
inculturada só acontece quando os irmãos indígenas acolhem o Evangelho
em sua cultura, com liberdade e autonomia. Encarnado na diversidade
das culturas, o Evangelho gera comunidades eclesiais com rosto
próprio”, sublinha ele e recorda um ensinamento do papa Francisco:
“Cristo não extingue o que é bom, mas o completa”.

O bispo destaca ainda, a riqueza das culturas indígenas para a Igreja
local. “Quando sabemos que cada língua traz tesouros particulares em
relação à cultura, à antropologia, à cosmologia e à visão de Deus,
então aqui nós estamos num paraíso. Isto é extraordinário. A diocese é
imensa: ela tem 293 mil km2, é maior que o estado de São Paulo,
abrange toda a bacia do Rio Negro, que é o principal afluente do Rio
Amazonas. Abrange apenas três municípios: Barcelos, Santa Isabel do
Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, onde está a sede da diocese”.

Em termos de vocações, a diocese conta com diversas religiosas
indígenas e pelo menos meia dúzia de padres.
Para dar continuidade ao processo de inculturação, no Encontro
diocesano do mês de novembro próximo, o tema da Catequese Indígena
inculturada será retomado.

Outro evento importante para a Evangelização na Amazônia é o Encontro
Internacional para criação de uma Rede Eclesial Pan-Amazônica. O
evento, que acontece na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM),
em Brasília (DF), de 9 a 12 de setembro, pretende reunir 60
representantes de instituições atuantes na Região. Um dos objetivos
deste encontro é, a partir das experiências feitas até agora, definir
a finalidade, estratégias e metas em vista da consolidação da Rede
Eclesial Pan-Amazônica.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014


Família Franciscana do Brasil

 

Passo a passo com o Conselho Diretor da Família Franciscana do Brasil FFB

Agosto de 2014

 

Passo a passo com o Conselho Diretor da FFB, não é um Órgão Oficial de comunicação da Família Franciscana do Brasil, mas sim, um meio de comunicar de forma rápida e objetiva as decisões e encaminhamentos de nossas reuniões. Esperamos que ajude a aproximar a Direção da FFB com todos seus associados.

 

         A Assembleia  Geral Ordinária: será nos dias – 20 a 23 de agosto de 2015, em Brasília – DF. Tema: Memória – Profecia - Realidade da FFB. Diante das atuais mudanças na organização do Estado Brasileiro e na definição de que somos uma Entidade do chamado “terceiro setor”, deveremos fazer ajustes no Estatuto da FFB e há a possibilidade de que passaremos a ser chamados de CONFERENCIA DA FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL – CFFB. Ir. Tereza Diniz e sua equipe estão fazendo o estudo desta questão  e todo material será apresentado na AGO.

 

           Ano da vida consagrada: Lembramos que em novembro próximo terá início o Ano da Vida Consagrada promovido pelo Vaticano, dentro das celebrações dos 50 anos do Concilio Vaticano II. É preciso conferir a este evento um “olhar” francisclariano...

 

         Ano da Paz: A CNBB convocará o Ano da Paz em 2015... Qual será nossa contribuição franciscana com gestos concretos diante desta realidade?

 

        Seminário 50 anos do Concilio Vaticano II na Perspectiva Franciscana: Uma releitura do Concilio numa perspectiva franciscana.  Acontecerá em Brasília, no Instituto São Boaventura, dos Frades Conventuais. Assessores: Dom Leonardo Stein, Frei Aldir Crocoli, Frei Moacir Casagrande, Frei José Ariovaldo, Pe. Stefano Raschietti, Claudio Fonteles.

Você já fez sua inscrição?  ( e-mail: ffb@ffb.org.br )

 

        Ritual Romano Seráfico de Profissão Religiosa: enviamos a Congregação do Culto Divino e disciplina Sacramentos, por intermédio do Ministro Geral OFMCap, para aprovação da tradução do texto italiano para o português.

 

         Revista Franciscana: um tesouro pouco conhecido... Estamos com sérias dificuldades para a manutenção da mesma por falta de assinantes... Frei Almir Guimarães não tem medido esforços para sua compilação, mas a cada publicação cresce o estoque... Sua Fraternidade renovou a assinatura? Você tem sugestões, criticas, observações quanto a RF?

 

        Experiência Assis: neste ano duas turmas foram enviadas a esta experiência... Crescem os pedidos para que seja uma promoção anual, para isto precisamos formar equipes de assessores... Sua Fraternidade tem disponibilidade de nomes de possíveis assessores para serem avaliados? (Equipe: 1 Coordenador Geral, 1 Diretor Espiritual, 1 Dinamizador de conteúdos...)

        Família Franciscana da América Latina – FFAL: Encontro dos Presidentes da Família e Diretores dos Centros Franciscanos. Tema: “O retorno ao Evangelho em Francisco de Assis e o retorno ao Evangelho da Alegria de Francisco de Roma.” Perspectivas e Desafios para a FFAL. Lema: “Uma Igreja Pobre e com os pobres. Dias 02 a 06 de março de 2015, em São Paulo.

 

        DEHIF: aconteceu no mês de abril passado um encontro de formação de historiadores da Família Franciscana... Foi muito apreciado... O Regional GO-TO-DF já está escrevendo sua historia a partir deste encontro de formação....

 

         CONEF: Conselho Nacional de Edições Franciscanas: estudos estão sendo feitos para novas publicações. Encontramos por parte das Editoras a observação de que há uma mudança no quadro de clientela das mesmas. Estas publicações seriam para que público? Deveríamos estudar a possibilidade de adotarmos a publicação de livros eletrônicos? Estamos em estudo...

 

         Contribuição Financeira: Constatamos um grande numero de entidades em atraso com sua contribuição. Como está a sua contribuição? A partir de 2015 a OFS Nacional contribuirá com 1 salário mínimo anual por Regional da mesma (16) e 1% para os Regionais da FFB.

 

        Jubileu da FFB: em 2016 estaremos celebrando os 50 anos da família Franciscana do Brasil, cujo primeiro nome foi CEFEPAL. Nossa Família é fruto do Concilio Vaticano II que incentivou a VRC voltar a graça das origens, redescobrir as suas fontes, voltar ao espírito fundacional e trazer para o HOJE a riqueza de cada carisma. Como vamos celebrar este jubileu?

 

        Encontro dos Regionais: aconteceu em Brasília, dias 29 a 31 de agosto, o encontro com os coordenadores dos regionais. Estiveram presentes os Regionais: RS, SC, SP, MG, RJ, AL, PE-PA-RN, CE, PI, MA. Cada Regional com suas peculiaridades, riquezas e desafios. Em alguns a caminhada tem sido significativa, noutros sofrida e noutros nenhum sinal de vida... Em tempos de fragmentação não podemos perder de vista que a grande profecia de nossa família é o dom da unidade...

 

Irmãos e irmãs, o caminho é árduo, mas cheio de esperança. A herança de Francisco e Clara nos fascina e encanta, junte-se a nós na construção de uma FFB que seja cada vez mais representativa de nosso carisma, sonhos e ideais....

 

 

Conselho Diretor da Família Franciscana do Brasil - FFB